Depois de usar um banheiro público, lavar as mãos com água e sabão durante pelo menos 20 segundos é uma das principais recomendações de higiene. Mas, na hora de secá-las, surge uma dúvida: é melhor utilizar o secador elétrico ou o papel-toalha?
Embora pareça uma escolha sem importância, a maneira como as mãos são secas pode influenciar a quantidade de microrganismos espalhados pelo ambiente.
De acordo com especialistas citados pelo site de Martha Stewart, os dois métodos apresentam vantagens e desvantagens. Entretanto, pesquisas indicam que o papel-toalha pode ser mais eficiente para reduzir a dispersão de bactérias em banheiros públicos.
Papel ou secador: qual é mais higiênico?
A resposta depende do que os pesquisadores analisam. Alguns estudos avaliam a quantidade de microrganismos que permanecem nas mãos após a secagem, enquanto outros investigam a dispersão de bactérias, gotículas e partículas pelo ambiente.
Por isso, ainda não existe um consenso científico que permita afirmar que um dos métodos é mais eficaz na prevenção de doenças.
Secadores podem espalhar até 27 vezes mais bactérias
Segundo a médica Gail Clifford, quem deseja reduzir a dispersão de microrganismos em banheiros públicos pode optar pelo papel-toalha.
Um estudo publicado em 2014 comparou três métodos de secagem: papel-toalha, secadores convencionais de ar quente e aparelhos de alta velocidade.
Os pesquisadores descobriram que os secadores de alta velocidade produziram uma quantidade de bactérias no ar 4,5 vezes maior do que os modelos convencionais.
Em comparação com o papel-toalha, a quantidade de bactérias detectadas no ambiente foi 27 vezes superior.
Os aparelhos de alta velocidade também provocaram a maior dispersão de gotículas durante os testes.
“Muitos estudos de pesquisa experimental mostraram que os secadores de ar de alta velocidade produzem maiores quantidades de bactérias e gotículas dispersas no ambiente imediato em comparação com os secadores de ar quente convencionais”, explicou Clifford.
“Em alguns estudos comparativos, o papel produziu níveis mais baixos de dispersão de bactérias e gotículas”, acrescentou.
Apesar dos resultados, os pesquisadores ressaltam que uma maior quantidade de bactérias no ambiente não significa necessariamente um aumento comprovado no risco de infecção.
Portanto, não é preciso evitar os secadores elétricos quando eles forem a única opção disponível.
O que realmente importa na hora de secar as mãos?
Independentemente do método escolhido, o mais importante é garantir que as mãos estejam completamente secas.
O médico Steven Goldberg explica que a umidade favorece a transmissão de microrganismos.
“Mãos que não estão devidamente secas têm maior probabilidade de transmitir microrganismos do que mãos completamente secas”, destacou o especialista.


