Os pesquisadores acompanharam homens e mulheres diagnosticados com a doença que realizaram quatro sessões de exercício de alta intensidade, com duração de apenas um minuto cada. Ao final do estudo, os participantes apresentaram melhora no controle da glicose.
De acordo com a pesquisadora Kathryn Weston, uma das autoras do trabalho, a estratégia amplia o entendimento sobre os chamados “lanches de exercício”, pequenos períodos de atividade física distribuídos ao longo do dia.
“Esses exercícios rápidos são uma forma prática, simples e acessível de incluir movimento na rotina, especialmente para quem tem dificuldade de encontrar tempo para treinos mais longos”, explicou.
A proposta é substituir a ideia de uma única sessão prolongada de exercícios por pequenas atividades realizadas em diferentes momentos do dia. Somadas, elas podem trazer benefícios importantes para a saúde metabólica.
O pesquisador Martin Gibala destacou que a falta de tempo continua sendo uma das principais justificativas para o sedentarismo.
“Muitas pessoas dizem que não conseguem se exercitar por causa da rotina corrida. Mas os resultados mostram que até períodos muito curtos de atividade podem fazer diferença”, afirmou em entrevista ao The Washington Post.
Entre os exercícios sugeridos pelos especialistas estão subir escadas por um minuto, marchar ou correr sem sair do lugar, realizar agachamentos rápidos e fazer deslocamentos laterais em ritmo acelerado.
Exercício noturno pode beneficiar quem tem hipertensão
Outra pesquisa, realizada por especialistas da Universidade de São Paulo, aponta que o horário da atividade física também pode influenciar a saúde cardiovascular.
O estudo, publicado no periódico The Journal of Physiology, acompanhou 23 pessoas com hipertensão arterial divididas em dois grupos: um treinava pela manhã, entre 7h e 10h, e o outro no período da noite, entre 17h e 20h.
Durante dez semanas, os participantes realizaram exercícios moderados três vezes por semana, com duração de 45 minutos por sessão.
Ao final da pesquisa, os cientistas observaram que os voluntários que se exercitaram à noite apresentaram resultados mais favoráveis no controle da pressão arterial.
Segundo o pesquisador Leandro Campos de Brito, embora a prática matinal também tenha trazido benefícios, os exercícios realizados no período noturno mostraram maior impacto na regulação da pressão.
Os resultados reforçam a importância da atividade física regular para a saúde, mesmo quando realizada em períodos curtos ou adaptada à rotina de cada pessoa.

