SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Após oito temporadas de um reality show com uma comunidade de fãs espalhada pelo Brasil e uma relação que mistura casamento, trabalho e decisões criativas, Edu Camargo e Fih Oliveira, do canal Diva Depressão, chegam a uma nova edição do Corrida das Blogueiras com uma novidade desafiadora.
Pela primeira vez, o reality terá uma turnê presencial por dez capitais brasileiras. “Depois de tantos anos encontrando as pessoas pela internet, chegou a hora de encontrar todo mundo pessoalmente”, diz Fih.
A estreia da oitava temporada aconteceu 27 de outubro. A turnê levará os apresentadores a cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Belém, Curitiba, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e Salvador. A programação inclui exibição de episódios, participação de juradas convidadas, sessões de fotos, loja oficial e encontros com o público.
Para Edu e Fih, a iniciativa é resultado de uma trajetória que começou sem a certeza de que o programa chegaria tão longe.
“Na primeira edição, a gente não imaginava que o programa chegaria ao oitavo ano e muito menos que um dia estaríamos levando essa experiência para dez capitais”, afirma Edu. Segundo ele, o crescimento não se resume ao tamanho da produção ou à audiência, mas também ao amadurecimento de quem faz o reality.
“A gente aprendeu muito sobre televisão, internet, competição e, principalmente, sobre as pessoas que participam do programa”, diz.
Fih concorda que a experiência acumulada transformou a maneira como os dois conduzem o projeto, sem eliminar o desejo de experimentar. A turnê, avalia, representa uma nova etapa para uma atração que durante anos encontrou o público por meio de telas.
A ideia de levar o Corrida das Blogueiras para outras cidades também responde a um pedido antigo dos fãs, que queriam receber o programa fora do ambiente digital.
“Uma coisa é fazer um programa para a internet, outra é pensar em uma experiência que precisa funcionar em dez cidades diferentes, com público, palco, convidados, loja, sessão de fotos e toda uma estrutura de produção”, afirma Fih.
Edu destaca que a operação exige planejamento e uma equipe numerosa, especialmente para coordenar deslocamentos, equipamentos e a estrutura necessária em cada capital.
Mas há um componente que não pode ser previsto em planilhas: a reação da plateia. Para Fih, essa imprevisibilidade é uma das características mais atraentes da experiência presencial. Diferentemente da internet, em que os comentários costumam chegar depois da publicação, o público poderá reagir às decisões do programa na mesma hora.
“Na internet, a gente vê os comentários depois, mas ali vamos descobrir na hora se o público amou, odiou ou está julgando alguma decisão nossa”, diz. “E, conhecendo os fãs do Corrida, a gente sabe que eles não vão economizar nas opiniões.”
A construção dessa identidade também impõe uma tarefa anual: renovar provas, dinâmicas, convidados e situações sem descaracterizar o formato. A dupla diz que procura observar o que acontece na internet e acompanhar as mudanças de comportamento do público, mas evita apostar em novidades apenas para criar uma aparência de renovação.
“Não adianta fazer uma coisa completamente diferente só para dizer que é diferente”, diz Fih. Para ele, a atração precisa preservar a sensação de acompanhar pessoas reais em uma competição, com momentos de diversão, tensão e situações que repercutem nas redes sociais.
CASAMENTO, TRABALHO E DIVERGÊNCIAS
A dimensão do Corrida das Blogueiras também significa administrar um projeto de grande porte enquanto os dois mantêm uma vida pessoal em comum. Casados e parceiros profissionais há anos, Edu e Fih reconhecem que nem sempre é possível separar completamente as duas esferas.
“É muito misturado. Acho que seria impossível separar completamente, porque a nossa vida profissional e pessoal estão muito conectadas há muitos anos”, afirma Edu.
Fih diz que o casal aprendeu a reconhecer melhor quando está discutindo uma questão de trabalho e quando uma conversa começa a afetar a relação. Ainda assim, admite que nem sempre é fácil desligar das preocupações do programa depois do expediente.
“Às vezes a reunião continua durante o jantar”, brinca. Para evitar que tudo se transforme em uma reunião permanente, eles procuram preservar momentos sem relação com a produção.
“A gente aprendeu a brigar melhor”, resume Fih. Edu explica que, no começo, era mais difícil não levar as discordâncias para o lado pessoal. Com a experiência, o casal passou a entender que rejeitar uma proposta não significa rejeitar quem a apresentou.
As diferenças entre os apresentadores também influenciam a criação do programa. Edu conta que costuma pensar na estrutura geral e em como uma proposta vai funcionar dentro do reality.
“Às vezes uma ideia parece ótima no papel, mas eu fico pensando: ‘Tá, mas isso vai ser divertido para quem está assistindo?'”, diz Fih.
Para Edu, essa combinação permite que as propostas passem por diferentes avaliações antes de chegar à tela. Nem sempre os dois concordam, mas a divergência pode ajudar a identificar problemas que não seriam percebidos por apenas um deles.
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