Tuesday, 21 April 2026
Esportes

Surfistas pegam onda na pororoca no Pará


(FOLHAPRESS) – O final de semana foi de competições em São Domingos do Capim, município do nordeste paraense, distante 157 km da capital Belém. A cidade foi a primeira a realizar evento do gênero e é conhecida como capital do surfe na pororoca.

Esse tipo de disputa também acontece em outros dois municípios do Maranhão e um no Amapá.

O evento é realizado há 13 anos e, desde 2019, é reconhecido como Patrimônio Cultural e Imaterial do Pará. Ao todo, 119 atletas, de 18 a 40 anos, participaram. A maioria é morador do município, mas há atletas de fora de olho no prêmio de R$ 20 mil distribuído aos cinco melhores.

As baterias aconteceram entre a sexta (17) e o domingo (19), incluindo desafio noturno, e foram acompanhadas por mais de 30 mil pessoas. Diferente da maioria dos lugares, onde o fenômeno do encontro das águas ocorre entre o rio e o oceano, em São Domingos a disputa é em ondas que se formam no encontro de dois rios.

“As ondas da pororoca de São Domingos do Capim não são tão altas, chegam a dois metros, mas elas quebram paradigmas porque não são encontro do mar com o rio, mas dos rios Capim e Guamá. Até porque eles ficam a 180 quilômetros do mar. Isso foi comprovado por pesquisas, que mostram que não há nenhuma salinidade da água, quebrando esse mito”, explica o presidente da Associação Brasileira de Surf na Pororoca, Noélio Sobrinho.

As regras da disputa são semelhantes às do surfe tradicional, com um critério de desempate específico. “Temos as regras das baterias, como a verticalidade, como no surfe tradicional, mas o critério de desempate é o tempo de onda surfado, que, por bateria, pode ser dez minutos ou até meia hora”, revela Sobrinho.

Entre os participantes estava Gilvandro de Almeida Souza Junior, conhecido como “Caçador de Poroca” e ultramaratonista de stand up paddle. Ele participa desde o começo do surfe na pororoca e realiza uma expedição com um grupo de maratonistas que vai de Belém para São Domingos do Capim, pelo rio.

“Esse ano a viagem que fizemos é o remapeamento da área para, no ano que vem, fazer a ultramaratona da rota da pororoca de stand up paddle, canoa havaiana, surfe e caiaque”, revela.

A melhor marca da prova foi na bateria noturna, pelo atleta e professor de educação física Gilvan Batista Nascimento, 35, com tempo de permanência de mais de dois minutos na onda. Ele já participou de quatro edições e, em uma delas, foi vice-campeão.

“O maior desafio nessa competição, tanto pra mim, como para os outros atletas, era o número de surfistas na água, já que eram mais de cem. E esse ano também teve muitas embarcações, como rabetas, caiaques e veículos motorizados. Mas valeu a pena e deu tudo certo e acabei sendo campeão”.

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Estadao Conteudo | 09:15 – 21/04/2026



Fonte: Notícias ao Minuto

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